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Sérgio Cunha: Crise financeira

Tudo corria dentro da normalidade e parecia que sua vida estava fluindo muito bem. Trabalho, casa, amigos, família, todos em total equilíbrio. Contudo, a situação dá uma guinada radical e você, de repente, se vê no meio de uma cizânia sem precedentes. As despesas aumentam, você não consegue honrar seus compromissos financeiros, a situação no emprego já não é mais tão estável; amigos e parentes se mostram cada vez mais indiferentes. É a hora de arregaçar as mangas.

Passado o susto, o melhor a fazer é analisar friamente o seu orçamento. Coloque nele sua receita real, se ainda contar com uma, e todas as despesas mensais. Liste aqui não apenas as contas de água, luz, telefone, celular etc., mas também as despesas com compras para a casa, vestuário, alimentação e medicamentos. Leve tudo em consideração.
Neste momento você poderá se surpreender em como já vinha acumulando gastos maiores do que seu ganho, num padrão além do ideal, levando-o a uma situação difícil como esta. Porém, a hora não é de se lamentar: você pode solucionar tudo, desde que comece imediatamente um combate às despesas supérfluas. Pode ser que você ache que já cortou tudo, mas, neste momento é preciso fazer um sacrifício, afinal estamos em uma crise financeira assombrosa.

Visando o seu bem estar e o de sua família, não tenha medo de cortar para valer algumas despesas. Existem muitos itens em nosso dia-a-dia que podem ser dispensados numa situação como essa. Você sentirá uma queda em seu padrão de vida, mas, por outro lado, poderá pagar suas contas com fôlego e isso deve ser o seu principal objetivo.
Evite cair na tentação de contrair empréstimos para quitar dívidas isto parece atrativo, mas, é um caminho muito curto para o fracasso. Lembre-se: uma dívida leva à outra e em nosso país os juros são pra lá de exorbitantes transformando-se em uma arapuca com gatilho sensível. O mais sensato, neste caso, é que você negocie suas pendências e mais uma vez afirmo: corte o máximo possível os custos.

Apoio familiar

Caso tenha cônjuge e filhos, procure envolvê-los na situação. É claro que você não passará aos seus filhos uma preocupação, enorme, que deve ser sua, mas, é sempre saudável manter a transparência, fazendo com que colaborem na economia da casa, reduzindo a duração de uma conversa no telefone, pensando duas vezes antes de demorar no banho, enfim, travando uma verdadeira batalha contra as despesas.
Quanto ao seu companheiro(a) o ideal é que fiquem mais unidos do que nunca, compartilhando decisões e responsabilidades. Nesta hora, duas cabeças pensando conseguem melhores soluções para o problema.

Fontes alternativas de renda

Com crise financeira que ocorre, mesmo você estando empregado, talvez seja interessante analisar sua situação profissional. Seu salário é compatível ao que você faz? Há chance de negociação? Caso isso não seja possível, procure, de forma criativa, buscar fontes alternativas de renda. Por isso é muito saudável que durante sua vida profissional busque sempre crescer, almejando promoções no seu local de trabalho, utilizando um perfil de competência.

Caso sua esposa não trabalhe, esta pode ser a hora de começar a exercer uma atividade que lhe garanta algum retorno. O mesmo vale para os seus filhos, caso tenham idade suficiente para bancar seus estudos, por exemplo. Para isso, terá que mudar sua mentalidade, lembrado que, em tempos de crise é preciso cantar com todas as forças, para não atingido por ela. Não se sinta fracassado ou impotente diante de uma situação. Ao contrário, sinta que conta com uma família realmente estruturada para superar situações difíceis. E lembre-se: o problema, por mais difícil que pareça, é passageiro

Sérgio Cunha é o Comentarista Simples e Objetivo

Sérgio Cunha
Radialista, escritor, membro da APCDEC (Associação da Crônica Esportiva do Estado do Ceará) e publicitário.

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