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Régis Barros: Não haverá nada sem o amor…

O amor não é solitário. Ele sempre compartilha e se permite compartilhar. Não há amor solitário. Ele busca interações. Sejam elas com os outros (amados) ou consigo (amor para sua vida). O amor se vincula com a potência de agir de Spinoza, pois, com o amor, há um movimento constante em busca da felicidade. O amor traz em si a idéia do bem de São Tomás de Aquino, pois, com o amor, a maldade se dissolve. O amor respeita Platão, visto que a verdade e a virtude são alcançadas somente com o amor.

Nunca haverá verdade sem o amor e muito menos humanos virtuosos. O amor é a priori e, ao mesmo tempo, a posteriori, portanto, pensando em Kant, o amor é algo que já existe sem experimentação e que se confirma pela experimentação. O amor é analítico e, portanto, todos psicanalistas valorizam-no, pois, sem o amor, não temos energia vital para a vida a qual é linda para ser vivida. O amor sempre acaba sendo ético e rico em moral, haja vista que sua alteridade e altruísmo são espontâneos e sinceros. O amor é isso! Defendido de uma forma ou de outra por todos os pensadores desse mundo, inclusive aqueles que foram mais frios e distantes. O amor é divino e, certamente, a maior criação do Deus bondoso e misericordioso. Sem amor, não haverá nada. Com amor, poderemos ter tudo. O amor, mesmo no silêncio, comunica a certeza de tudo. O amor é como essa foto postada aqui – silenciosa, permanente e feliz. Através dela, podemos valorizar a vida!

Régis Eric Maia Barros

Régis Eric Maia Barros
Médico psiquiatra, Mestre e doutor em saúde mental pela FMRP-USP e membro do Movimento Médicos pela Democracia.

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