Home > Colunistas > Manoel Fonseca: O que há por trás da Operação Carne Fraca

Manoel Fonseca: O que há por trás da Operação Carne Fraca

Quem é o autor? Tem algo que não encaixa bem neste texto. Parece ser de esquerda, fala certa linguagem de esquerda, mas está mais para justificar, com argumentos pretensamente avançados, mas sem fundamento do ponto de vista das boas práticas da vigilância sanitária, as ações deletérias e criminosas de alguns agentes inescrupulosos e corrompidos do agronegócio contra a saúde publica, do que a defesa dos trabalhadores do próprio agronegócio e do povo brasileiro.

Talvez a forma espetaculosa da Operação “Carne Fraca” tente, aí sim, criar uma “cortina de fumaça” sobre a aprovação da famigerada Reforma da Previdência e desviar o foco e a energia da resistência contra este nefanda reforma e, secundariamente, encobrir a “lista do janota direitista” (Janot) com a delação sobre o PSDB e PMDB que, se levada a sério, desmoralizaria este governo e esta direita hipócrita e corrupta.

Não me convenceu. Nosso foco tem que voltar para a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores, contra a Reforma da Previdência, contra este governo títere. O Ato político de Lula e Dilma na Paraíba, de extrema importância histórica, na celebração das águas em Monteiro, constituindo quase como que um governo paralelo e popular, (inaugurando obras públicas feita durante seus governos) deve servir como norte e foco de resistência.

Vamos deixar “os brancos” se engalfinharem na disputa por “mercado e poder”. Esta luta não é nossa. A nossa está em Monteiro/Sertânia, está na rua, está com Lula e Dilma, com o MTST e com o MST, por “nenhum direito a menos”, pela democracia, contra o golpe e, no momento, contra a famigerada Reforma da Previdência. Esta sim é a nossa luta.

*Manoel Fonsêca é médico, escritor, um dos coordenadores do Movimento Médicos pela Democracia do Ceará.

Manoel Dias da Fonsêca Neto
Médico sanitarista, escritor, ex-secretário da saúde de Fortaleza e um dos coordenadores do Movimento Médico pela Democracia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *