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As aposentadorias de Temer: O meliante receberia meio bi de reais em 25 anos. Por Bajonas Teixeira

Além da aposentadoria como procurador do estado de São Paulo, e de outra que viria como ex-presidente da República, Temer se preparava para receber um estipêndio mais vultoso: o de 480 milhões em 25 anos dado pela JBS. Esse valor seria pago pela empresa por acerto no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para baratear o gás para sua termoelétrica. Isso seria feito contra os interesses da Petrobras e em com perdas enormes para o país. Em compensação, Temer receberia por vinte e cinco anos cerca de dois milhões mensais. Nada mal para um homem que pretendia destruir todas as garantias e direitos dos trabalhadores no Brasil, inclusive as aposentadorias.

Tudo isso não deixa de ser muito ilustrativo do golpe que estamos vivendo: Temer, que ocupa a posição de comandante político desse golpe de estado, teria para si três aposentadorias indevidas. A primeira, absolutamente precoce, aos 55 anos, como procurador do estado de São Paulo. A segunda, como ex-presidente da República, posição que alcançou através de um golpe. E a terceira, a propina da JBS, que faria dele um dos homens mais ricos do país.

Depois disso, é difícil não olhar para a vida pregressa de Temer, e se perguntar de onde ele tirou os recursos, que não podem ter saído de sua aposentadoria como procurador nem do seu salário de político, para comprar os imóveis que colecionou. Só o Michelzinho já ostentava em 2016 R$2 milhões em imóveis. De onde saiu o dinheiro para comprar esses brinquedos? Sobre o patrimônio de Temer, uma matéria do Estadão de maio de 2016, trazia as seguintes informações:

“Se a casa e os dois conjuntos do Itaim-Bibi tivessem seu valor corrigido para pelo menos o valor venal, o patrimônio declarado de Temer aumentaria em pelo menos R$3,6 milhões e chegaria a um total de mais de R$11 milhões. Isso não inclui outra casa, de R$1.434.558, no bairro do Pacaembu, pela qual ele responde a uma ação por não pagamento de IPTU, e que Temer diz ter vendido”.

Nunca tivemos dúvida de que o governo Temer era um governo de assaltantes. E, no entanto, esse governo recebeu todo apoio e respaldo da mídia e do judiciário. Os prejuízos que ele traz ao país, tantos os econômicos, que são enormes como vimos no caso do Pré-Sal, como para a vida política, para a democracia e para os direitos sociais, devem ser cobrados também dos seus apoiadores, do judiciário e da mídia. Muito ainda terá que ser explicado.

Fonte:bloglimpinhoecheiroso

pab

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