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Crítica: Homem-Aranha: De Volta ao Lar. Por Márcio Bastos

Depois de algumas tentativas frustradas de emplacar algo na telona à altura do personagem – as últimas investidas foram bem MARROMENO –, o cabeça de teia finalmente tem o filme que merece. Sem medo de errar, HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR é tudo o que seus fãs queriam ver nas telas.

Com o personagem agora finalmente sob a supervisão da MARVEL, que em acordo com a SONY – detentora dos direitos do Aranha nos cinemas – apagou do mapa os últimos filmes produzidos e trouxe o jovem Tom Holland (O IMPOSSÍVEL) para ser o novo rosto do herói, podemos ver o quanto eles acertaram. Esqueça o LENGA-LENGA de como ele ganhou seus superpoderes ou dos megavilões que querem conquistar o mundo. Aqui as pretensões são reduzidas a apenas fazer uma diversão de qualidade sem enrolação. Nas mãos do diretor Jon Watts, o Homem-Aranha se torna o que ele sempre foi nas HQs: o AMIGÃO DA VIZINHANÇA.

É bacana observar o quanto essa falta de pretensão faz bem ao filme. Como agora temos um Peter Parker com apenas 15 anos, o foco se volta para seus dramas como estudante enquanto aspira se tornar um super-herói digno do respeito de Tony Stark (Robert Downey Jr.), que surge como uma espécie de pai e mentor do personagem em seu processo de amadurecimento.

Sobre as atuações, SÓ CONFETE. Por sinal, achei acertadíssima a escalação do não tão conhecido Tom Holland como novo Homem-Aranha. Ele confirma a ótima impressão que já havia deixado em CAPITÃO AMÉRICA: GUERRA CIVIL. O moleque é excelente e manda muito bem tanto nos momentos mais cômicos como quando precisa colocar maior intensidade dramática em cena.

Sem ficar atrás, Michael Keaton – o eterno Batman de Tim Burton e protagonista de BIRDMAN – retorna ao universo dos super-heróis agora fazendo Adrian Toomes, uma nova leitura do vilão Abutre dos quadrinhos. Longe de construir um antagonista unidimensional ou caricato, o ator torna seu vilão mais palpável, revelando um cara comum com motivações que realmente parecem fazer sentido.

Funcionando como uma daquelas deliciosas SESSÕES DA TARDE – com direito a inteligentes tiradas brincando com os filmes anteriores –, de defeito talvez tenhamos apenas algumas sequências de ação muito picotadas. Mas ó, o forte em De Volta ao Lar não é sua ação. A força do novo Homem-Aranha está em não querer inventar a roda dentro do subgênero dos superpoderosos, entregando um filme leve, consciente de onde quer chegar e com um humor certeiro. E é exatamente nessa sua aparente falta de ambição que ele ganha você.

Márcio Bastos é crítico de filmes e séries do nosso portal de notícias.

Márcio Bastos
Redator publicitário, graduado em Letras e devorador de filmes e séries desde menino véi.

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