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Leonardo Da Vinci: referência, hospital estará pronto em 2018

O Hospital Leonardo Da Vinci foi oficialmente inaugurado no último dia 15 de agosto. O empreendimento só estará funcionando totalmente, no entanto, por volta de fevereiro de 2018, quando todas as etapas do cronograma de início das atividades estiverem concluídas. O hospital é o maior da rede privada no Ceará e foi iniciativa do empresário Boghos Boyadijan, que há mais de 40 anos atua na área da saúde no estado.

Crédito: Beth Dreher
Arruda Bastos (foto), diretor do hospital, conta que há no estado uma boa oferta de serviços de saúde tanto no setor público quanto no privado, mas havia uma deficiência no que diz respeito a unidades especializadas em procedimentos de alta complexidade, e o Leonardo Da Vinci vem para fechar essa brecha. Ele conta, além disso, que há hoje uma carência de leitos observada nos hospitais públicos e nos da rede particular também. O hospital, chegando com disponibilidade de 200 leitos de internação, acaba aliviando essa demanda, o que contribui para sua importância no cenário da cidade.

Um fator que contribui para isso é a maior rotatividade esperada para esses leitos quando o empreendimento estiver em pleno funcionamento, uma vez que a tecnologia a ser aplicada nos procedimentos cirúrgicos possibilitará uma recuperação mais rápida para o paciente e portanto uma abrangência maior no atendimento dentro de um mesmo período de tempo. A intenção é de dobrar essa disponibilidade de leitos no futuro, ampliando o número de 200 para 400.

Mesmo com ampla área de atuação, o hospital define como pilares prioritários para atendimento o setor de oncologia e o de ortopedia e traumatologia, principalmente procedimentos de alta complexidade – como aplicação de próteses e procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos. A unidade, conta, tem um perfil bastante cirúrgico, mas sem deixar de lado a parte clínica.

Hoje em dia a grande maioria dos convênios de saúde já fecharam parceria com o hospital, mas ainda há abertura para negociação com operadores que ainda estejam interessados. “Os principais convênios não perdem uma oportunidade como essa porque é difícil justificar aos seus usuários que existe um hospital com toda essa tecnologia e não foi credenciado, perde espaço para outros assim”, conta o diretor.
Já são 300 médicos atuando no hospital, número que deve crescer consideravelmente daqui até fevereiro de 2018, com um número de profissionais já passando pelos processos de seleção hoje em dia. O número total de funcionários hoje é estimado em cerca de mil em empregos diretos.

Humanização
Os equipamentos do Hospital já estão todos prontos para serem usados, conta Arruda Bastos. Eles foram uma das grandes preocupações na hora de planejar a atuação da unidade, que investiu em mecanismos tecnológicos de ponta. “Temos três hospitais públicos grandes que não têm equipamento de ressonância, e nós temos três”, diz ele. As inovações são o que permite, por exemplo, que se faça procedimentos cirúrgicos de baixo risco e rápida recuperação, o que não era possível alguns anos atrás.
Um dos objetivos de toda essa tecnologia, segundo o diretor, é potencializar a humanização do tratamento com o paciente. Essa preocupação se observa, por exemplo, no setor de maternidade, onde há espaços e equipamentos voltados especificamente para o parto humanizado, com possibilidade inclusive de realizar o parto em uma banheira.

Outro foco é a importância dada a pesquisa e ciência, com o hospital tendo relação próxima com as universidades. Serão promovidos seminários, simpósios e demais eventos relacionados à atuação acadêmica da área da saúde, além de haver um centro de estudo no próprio ambiente da unidade.

Cronograma
Na primeira etapa foi ativado o centro médico, composto pela Policlínica (com cerca de 200 médicos de várias especialidades atuando), o Centro de Oncologia Leonardo Da Vinci, um centro de cirurgia neurológica e um centro de cirurgia para cabeça e pescoço. Estão inclusos ainda a Clínica Boghos da avenida Rui Barbosa e o Laboratório de Análises Clínicas, anexados ao hospital, o Laboratório de Patologia e o Centro Endoscópico. Essa fase teve em vista dar prioridade aos elementos que não necessitam da unidade de internação.

Em seguida, será implantado em novembro o Hospital Dia (Day Hospital), para realizar todos os procedimentos minimamente invasivos. O diretor explica que esse tipo de intervenção cirúrgica tem diversas vantagens frente ao tipo tradicional, fazendo com que se diminua consideravelmente o risco de complicações, o tempo de recuperação, as dores e desconfortos e a quantidade de medicamentos necessária no pós-operatório.

A prática tem ganhado cada vez mais espaço no meio médico e consegue oferecer essas vantagens devido a métodos pouco invasivos de intervenção cirúrgica – como as feitas por vídeo, por exemplo, dispensando a necessidade de uma cirurgia aberta. O nome vem da ideia de que os procedimentos pedem menos tempo do paciente, que vai fazer uma operação e em grande parte dos casos pode voltar para dormir em casa ainda no mesmo dia.

Após essa fase, a intenção é abrir o setor de internação, com a UTI sendo iniciada em torno do fim do ano. Nesse ponto, conta Bastos, o hospital já estará atuando no perfil em que foi planejado para operar em termos definitivo: terciário e de alta complexidade, com potencial inclusive para realizar transplantes de órgãos e procedimentos delicados que exigem o trabalho de diferentes equipes. No início de 2018, será dado início ao Pronto Atendimento da unidade e ao setor de maternidade do hospital.

Fonte: Jornal O Estado de 09/10/17

pab

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