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Régis Barros: Gostar de si mesmo…

Passamos parte da vida tentando agradar aos outros. Nisso, esquecemos de nós e abdicamos de nos gostar. Qual seria o preço dessa escolha, caso não percebamos a nossa importância? O ato de se gostar não significa negar a importância da alteridade. Pelo contrário, quando nos percebemos, temos a possibilidade de ir muito mais além na tarefa de ajudar aos outros. E o motivo disso é simples: não esperaremos nada em troca. Viver esperando a validação do externo é um suplício. Já viver olhando para si mesmo e valorizando suas conquistas e o seu potencial é a chave para um futuro mais leve. Gostar de si e aceitar a si mesmo é igual a quebrar as amarras, criadas pela luta para ser aceito pelo outro. Ressalto que essa luta em busca da percepção externa é inglória. Muitas vezes, não somos percebidos pelo que somos ou pelo que fizemos, mas sim pelo que “valemos”. O outro pode não nos valorizar em absolutamente nada, visto que, para ele, nós não traremos nenhum lucro ou retorno. O verdadeiro valor está em cada um de nós sendo declarado pelos nossos próprios olhos. Aplicar isso na vida é uma alforria. Ter isso para si é libertador. Admirar sua jornada de vida e seu percurso de existência permite que continuemos andando para frente.

E os outros?

Os outros não são nem nunca serão os dominadores da nossa vida. Portanto, entre nós e eles, seremos, sempre, a nossa prioridade. Pelo menos, deveremos ser. Se você quiser agradar o externo, antes de se agradar, esqueça, pois a jornada será árdua.

Régis Eric Maia Barros é médico psiquiatra, mestre e doutor em Saúde Mental

Régis Eric Maia Barros
Médico psiquiatra, Mestre e doutor em saúde mental pela FMRP-USP e membro do Movimento Médicos pela Democracia.

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