Home > Colunistas > José Maria Philomeno: 2018: ano de definições 2

José Maria Philomeno: 2018: ano de definições 2

Continuando a análise da relevância que as definições de ordem política em 2018 terão para o futuro do País, em especial no que concerne a recuperação da economia, destacamos que as previsões otimistas divulgadas pelos principais instituições financeiras, que apontam expectativas de crescimento do PIB na ordem do 3%, manutenção da inflação dentro da meta de 4% e continuidade da taxa SELIC em patamar razoável de 7%, são todos fatores que impulsionarão os investimentos e a aceleração da geração de empregos, mas que, cuja concretização, dependerá primordialmente dos deslindes da sucessão presidencial.
Avalia o mercado que todos estes sinais de melhoria derivam da confiança conquistada dos investidores em face do compromisso de busca do equilíbrio fiscal nas contas públicas, aprovação das reformas e avanço nos programas de privatizações e concessões públicas que o atual governo Temer tem demonstrado.
Neste sentido todos estes agentes econômicos torcem para a vitória de um candidato de centro-direita, que seja capaz de agregar maiorias significativas no Congresso, mantendo e viabilizando um compromisso com a responsabilidade fiscal e com a política econômica atual. Cenário este que afiançaria prognósticos positivos não só para 2018 mas principalmente para o início de uma nova fase de crescimento duradouro e consistente de nossa economia.
Mas o temor destes, o que segundo os mesmos levaria à reversão de todas estas expectativas, provocando fuga de capitais, alta do dólar, elevação dos juros futuros e fortes pressões inflacionárias, seria a concretização do que as pesquisas eleitorais hoje apontam: a polarização da disputas entre candidatos extremistas, no caso o ex-presidente Lula e Jair Bolsonaro.
Embora representando espectros diametralmente opostos ideologicamente, ambos possuem personalidade e discursos demagógicos e populistas, tentando passar para a grande massa da sociedade a esperança de uma recuperação dos empregos e de melhor qualidade de vida, através de uma agenda de aumento dos gastos e expansão do crédito.
Desta feita, o julgamento perante o TRF-4, marcado para o próximo dia 24, do recurso que poderá culminar com a inelegibilidade de Lula cobrirá a atenção de todos, já que o ex-presidente mantem a autoridade absoluta no seu campo político e na sua ausência não se vislumbra qualquer alternativa viável de vitória eleitoral de outro candidato do conjunto da esquerda. Mas, como o próprio PT já declarou que levará a candidatura às últimas consequências, atravessaremos muitas indefinições pelo menos até meados de setembro, quando devem ser julgados os pedidos de impugnação de sua candidatura.
Apesar do quadro de turbulência que se se avizinha, vamos torcer para que a economia finalmente se desatrele desta malfadada política, e que nós brasileiros tenhamos um 2018, de fato, com as melhoras que tanto mereceres.

pab

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *