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Régis Barros: As crianças no mar

Tenho saudades da infância. Já até escrevi um livro cujo título é: “somos melhores, quando crianças”. A nostalgia dessa fase aparece pelo fato de nessa idade termos uma puerilidade espontânea e sem muitos interesses. Simplesmente, queremos ser felizes sem muitos arrodeios. Isso é o certo e, ao crescer, esquecemos disso. Ficamos mais secos e ranzinzas. Ficamos mais rígidos e formatados. Buscamos, na vida adulta, prazeres efêmeros e que não deixam nada de agregado. Na infância, isso é diferente. Queremos, somente, ser crianças. Bons moleques que brincam.

O mar traz isso. As crianças adoram ele. O mar flerta com os pequenos e os chama para bailar. Daí, nascem castelos de areias, piscinas cavadas pelas mãos felizes e outras diversas brincadeiras. O mar faz sonhar…

E os adultos?

Essa é a magia do mar. Eles costumam voltar um pouco à infância. Ficam mais leves e mais soltos. Alguns correm na praia, outros se jogam nas ondas e mais alguns se lambuzam na areia.

Então, viva o mar…

Que os adultos possam ir mais a ele. Certamente, isso seria muito bom.

Régis Eric Maia Barros é médico, mestre e doutor em Saúde Mental

Régis Eric Maia Barros
Médico psiquiatra, Mestre e doutor em saúde mental pela FMRP-USP e membro do Movimento Médicos pela Democracia.

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