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É preciso semear sorrindo, sem temor e sem medo. Por Arruda Bastos

Passado mais um período de campanha na minha longa trajetória de vida, não sei bem porque recordei da figura de um grande amigo já falecido e que me marcou muito com sua forma de agir e de ver a vida. Seu Victor Ribeiro Neto era um homem simples e já sexagenário quando o conheci, no início da década de 80. Posso considerá-lo como o meu mentor na nobre arte da política.

Como se fosse hoje, lembro-me da gravação do meu primeiro programa eleitoral gratuito de televisão, que tinha o parque Adail Barreto como cenário. Na manhã daquele dia, procurei Seu Victor em casa, no Conjunto José Walter, para pedir ajuda com o texto e com o ensaio do meu debute na TV. Depois de alguns minutos, ele, que era um poeta popular, apresentou-me o improviso que até hoje não sai da minha cabeça.

O texto dizia: “como médico, sempre semeei boa semente em terreno fértil e como bom semeador, necessito do voto do eleitor consciente. Na Assembleia Legislativa, defenderei as necessidades das populações mais carentes do meu Ceará”. No outro dia, na sua respeitada coluna É do Jornal Diário do Nordeste, o saudoso jornalista Neno Cavalcante escreveu: “O médico e candidato Arruda Bastos daria um grande agricultor”. Foi assim que debutei também nas colunas da imprensa cearense.

Fiz toda essa digressão para homenagear Seu Victor e chegar ao título da minha crônica de hoje, que representa todo o meu espírito e a forma como encaro o que é viver um ideal em tudo que se faz ou participa. A vitória é só um detalhe, pois, como dizia José Saramago, “o que as vitórias tem de mau é que não são definitivas. O que as derrotas tem de bom é que também não são definitivas. Por isso, é preciso continuar a semear sorrindo, sem temor e sem medo, as nossas convicções.

Depois de divulgado o resultado sub judice da eleição do SIMEC, e após analisar os dados, cheguei à conclusão que independentemente do resultado, o que importa na verdade é o florescer dos frutos oriundos da iniciativa de se lançar, no inóspito e árido solo do atual pensamento dominante na nossa categoria, a semente de um novo pensar, de humanismo e fraternidade entre diferentes linhas de pensamento, e foi isso que o movimento de oposição sindical semeou.

O desejo de seguir em frente na busca dos nossos sonhos e ideais, as novas amizades conquistadas e os momentos de camaradagem são bem maiores do que qualquer dissabor momentâneo. O nosso sentimento é só de agradecimento pelo empenho e confiança de cada um durante a campanha, a sensação agradável é de dever cumprido e de gratidão aos que assimilaram nosso plano de ação e a certeza é de que, no futuro, outros colegas também serão tocados pelas nossas propostas e pelo sentimento de amor, fraternidade, respeito e paz.

Avante! A luta não acabou!

Arruda Bastos é médico, professor universitário, membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores e um dos coordenadores do Movimento Médicos pela Democracia.

Arruda Bastos
Médico, professor universitário dos cursos de Medicina e Enfermagem, especialista em Gestão em Saúde e Saúde Pública, escritor, radialista, ex-Secretário da Saúde do Estado do Ceará e coordenador do Movimento Médicos pela Democracia.
http://www.portalarrudabastos.com.br

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