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Organizadas do Ceará poderão retornar aos estádios após mais uma partida

O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu não ratificar a liminar concedida pelo presidente do órgão, Ronaldo Botelho, que pedia o afastamento de todas as torcidas organizadas do Ceará em jogos promovidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em julgamento realizado ontem, a punição aplicada foi de apenas três partidas sem a presença delas.

Duas já foram cumpridas — no jogo contra o Sampaio Corrêa, no Maranhão e contra o Londrina, no Paraná —, portanto depois da primeira partida contra Atlético Paranaense na Copa do Brasil, marcada para a próxima quarta-feira, 28, na Arena da Baixada, as organizadas do Ceará vão poder voltar a frequentar os jogos do time normalmente.

O advogado Jamilson Veras, do departamento Jurídico do Ceará, foi o encarregado de defender as torcidas da liminar, que atendia uma Medida Inominada da Procuradoria da Justiça Desportiva, baseada em um ofício do Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE). No documento enviado ao STJD, o MP apontava violência praticada dentro e fora das arenas nos dias dos jogos do Ceará e sinalizava medidas preventivas.

“Nós mostramos que há uma cultura contra a violência, citamos os seminários que são realizados sobre paz entre as torcidas e defendemos que foram ocorrências pontuais. Provamos também que os espetáculos pirotécnicos que o Ministério Público elencou são autorizados pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros”, explicou Jamilson Veras.

A liminar havia sido expedida no dia 8 de fevereiro e proibia “qualquer pessoa ingressar no estádio com uniforme, vestimentas (camisetas, shorts, bonés, meias, e outros), faixas, bandeiras e instrumentos musicais com nomes e símbolos das torcidas organizadas do Ceará”. O caráter do afastamento era preventivo, uma vez que o julgamento ainda iria acontecer.

A não confirmação do que impunha a liminar, assim como a pena de três partidas, foi aprovada por unanimidade, inclusive com o voto favorável do presidente do STJD, Ronaldo Botelho, que era quem tinha concedido o documento. O afastamento das organizadas do Ceará já dura 15 dias. (Brenno Rebouças)

pab

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