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José Maria Philomeno: O candidato Joaquim Barbosa

A resposta de quem seria um candidato à Presidência da República que preenchesse o vazio de opções do eleitorado – hoje revoltado com os desmandos e com a corrupção e cansado dos protagonistas tradicionais da política brasileira-, pode estar no ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, que na última pesquisa Datafolha surge supreendentemente com 10% das intenções de voto, mesmo não tendo seu nome jamais sido exposto como pretendente, ao contrário da maioria dos demais.
O ex-ministro representa muito do que a sociedade admira e valoriza em um líder, a começar por sua trajetória. Advindo de origem humilde, superou as dificuldades da pobreza e do preconceito e ascendeu ao topo da carreira e da notoriedade social. Fruto da capacidade edificada por extrema dedicação aos estudos e inarredável retidão moral.
Sua implacável e destemida atuação como relator do Mensalão, que levou à prisão de poderosos políticos e empresários – feito até então jamais visto no País-, o marcou com a imagem de um intransigente combatente contra o estado de impunidade. Impunidade esta vista pela população como razão maior da dominante e crescente criminalidade que tanto nos assola, tanto a dos burocratas contra o patrimônio público, quanto da violência nas ruas, que se multiplica e agrava-se a cada dia.
Detém também um pensamento humanista, de valoração dos direitos e garantias, e progressista nos costumes e conquistas sociais, ao mesmo tempo que tem demonstrado ideias liberais e reformistas para a economia.
Por todos estes atributos nele percebidos as pesquisas atestam que Barbosa conquista simpatizantes de todos os espectros: da direita, do centro, mas principalmente dos ‘órfãos’ eleitores de Lula.
Mas ninguém ganha uma eleição presidencial só com a imagem e o curriculum, precisará comunicar-se bem com a sociedade, atributo indispensável na política. Demonstrar, primordialmente, que além da seriedade que imporá no trato da coisa pública terá capacidade de recuperar a economia nacional, trazendo de volta os empregos perdidos e retomando a melhoria de renda e avanços na qualidade de vida dos brasileiros. Se alcançar esta confiança do eleitorado sua candidatura certamente se transformará numa vertente onda de crescimento e adesões, com enormes chances de vitória.
Logicamente que só o discurso, voluntarismo e estilo não serão capazes de vencer e principalmente governar, caso eleito. Terá de que se articular para aglutinar apoios no Parlamento e junto à partidos, e isto no Brasil significa ceder a pressões do conhecido ‘toma lá dá cá’. Conhecido como temperamental, pouco diplomático, e capaz de duras polêmicas, estaria Barbosa preparado para enfrentar este pesado jogo político que o espera? À conferir.

pab

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