Home > Saúde > O Alimento como remédio

O Alimento como remédio

E se a inclusão das frutas na alimentação vai além e elas se tornam protagonistas na dieta? E se, não contentes em serem apenas a sobremesa, as frutas são alçadas ao papel de prato principal e passam a ocupar mais de 90% de todas as refeições? É o que propõe o médico internista Francisco Colares Neto. Adepto da Medicina Higienista, ele entende “o alimento como remédio, e o remédio como alimento” e recomenda uma dieta que reconecta o ser humano à natureza de sua fisiologia.

“Os animais têm uma dieta específica e restrita. Nenhum animal come o que é da dieta de outro. Se um leão encontrar uma relva ele não vai comer capim, assim como se uma zebra encontrar uma carcaça ela não vai comer a carcaça. Todo animal tem seu desenho e ele se mantém conectado com seu instinto alimentar. A nossa escolha alimentar tem sido baseada pela cultura, quando deveríamos escolher alimentação com base na nossa fisiologia. Todo animal come melhor que o ser humano. Ou a natureza errou, ou a gente está errando”, defende. Para a reconexão, Colares prescreve uma alimentação que se assemelha a de um chimpanzé — primata superior que mais se assemelha morfologicamente aos seres humanos.

Assim, o médico acredita que longe do onivorismo (em que se pode comer tudo) definido culturalmente, o ser humano é frugívoro, ou seja, deve se alimentar prioritariamente de frutas. Os percentuais da dieta frugívora humana, de acordo com o médico, devem ser de 93% de frutas, 4% a 6% de vegetais (alface, salsa, salsão, couve-folha, rúcula, agrião, chicória, tomate, abobrinha, pepino, pimentão, brócolis) e 1% a 3% de castanhas e sementes.

Os demais vegetais são responsáveis, nessa dieta, pela complementação de ferro, proteínas e sais minerais. O médico ainda recomenda que as refeições não passem por processo de cozimento e que o alimento, higienizado, deve ser consumido como é encontrado na natureza, compondo uma alimentação crudívora. Dessa dieta, elimina-se leites e derivados, ovos, carnes, café, chocolate. A exclusão acontece porque, conforme explica Colares, esses alimentos provocam o embaralhamento do sistema imunológico (o que diminue a eficiência da reação a ataques de enfermidades), acidificam o organismo e promovem processos inflamatórios que adoecem o corpo humano. As frutas são entendidas como alimentos completos e seus componentes vão além dos carboidratos a que são comumente ligadas. Segundo o médico, frutas são compostas por: água alcalina estruturada (água com maior número de elétrons na periferia das moléculas que auxiliam as trocas minerais celulares); fibras solúveis (que ao ser ingeridas formam um gel que se avoluma e dá saciedade e torna a peristalse eficiente); fitonutrientes (como o licopeno, presente em frutas com tons avermelhados, o ácido elágico e a quercetina); antioxidantes (que combatem os radicais livres e promovem longevidade); vitaminas (com a exceção apenas de vitamina D, produzida na pele ao tomar sol, e a B12); sais minerais; gordura; proteína; e, claro, carboidratos.

Colares ainda defende que a depender das combinações de frutas e do objetivo do paciente, as frutas podem ajudar a perder peso, ganhar peso ou mesmo promover a manutenção. (Domitila Andrade) Consultório do Francisco Colares Endereço: rua Coronel Linhares, 1741, sala 104 – Aldeota Telefone: 3264 2067 ou 3247 1122

pab

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *