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José Maria Philomeno: Desafios para o próximo presidente

O canal de notícias Globonews, pertencente ao Grupo Globo, exibiu na semana passada uma série de entrevistas diárias com duas horas de duração com os principais candidatos a presidência da República, tendo, nesta ordem sido sabatinados: Álvaro Dias, Marina Silva, Ciro Gomes, Geraldo Alckmim e Jair Bolsonaro. Nomes dos quais, juntamente com aquele que ao final substituirá Lula pelo PT, muito provavelmente sairão os classificados para o 2º turno eleitoral.

Contudo, o séquito de jornalistas da emissora ao contraditarem insistentemente os candidatos sobre polêmicas decorrentes de episódios e declarações pelos mesmos assumidas e protagonizadas no passado – buscando delinear um importante exame de caráter, ética e coerência política -, deixaram em segundo plano a arguição dos temas primordiais, que a nosso juízo se constituem nas principais metas a serem perseguidas pelo futuro presidente.

Promover as reformas estruturantes, paraassim, recuperar a capacidade de investimento ealcançar de forma sustentável e duradoura a recuperação da combalida economia brasileira; o fortalecimento das instituições compromissadas no combater à corrupção; reforçar a saúde pública; melhorar a qualidade da educação; dar uma resposta à crise da segurança pública, ou seja, são inúmeros os desafios que o mandatário maior da nação terá pela frente.

Após mais de quatro anos de retrocessos, com o sentimento generalizado que o país mergulha dia a dia numa areia movediça de mazelas econômicas, institucionais e éticas, as esperanças se depositarão na construção de um novo Brasil a partir das eleições.

Para começar, o futuro presidente, seja quem for eleito, terá que sair do palanque e demonstrar possuir liderança e capacidade de aglutinar forças políticas e credibilidade junto à sociedade, para comandar a nação nessa quadra tão nebulosa.

Algumas medidas necessárias são consenso, outras geram controvérsia e outras, ainda, opõe diametralmente grupos econômicos distintos da sociedade brasileira. Setores diferentes têm necessidades distintas, e muitas vezes essas são inconciliáveis. Não vai dar para agradar todomundo o tempo todo. Um exemplo claro é a Reforma da Previdência. Todos são unânimes de que do jeito que está o sistema caminha para a insolvência. Mas na hora de endurecer cada um pensa em si, o que gera enormes resistências. O mesmo se aplica às reformas tributárias e política.

Daí o presidente dever agir como um verdadeiro estadista. Pensar na nação como um todo, na prosperidade das gerações futuras e não simplesmente em agradar seus seguidores de hoje. Privilegiar menos o aplauso do militante de hoje e mais o veredicto da história.

pab

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