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José Maria Philomeno: Nordeste, ventos e sol.

O cenário paradisíaco das lindas e ensolaradas praias do nosso Ceará, tem, nos últimos anos,além das belas dunas e coqueiros, sido acrescido com a presença de enormes ‘cata-ventos’: termo mais coloquial atribuído aos aerogeradores de energia eólica, implantados às centenas em nosso litoral, para transformação dos fortes e constantes ventos em energia limpa.

O Ceará juntamente como o vizinho Rio Grande do Norte e o Estado da Bahia sãoatualmente os líderes nacionais em geração de energia eólica. Se a natureza sujeitou grande parte do Nordeste brasileiro a um inóspito semiárido e aos frequentes e sofríveis períodos de estiagens, por outro lado, nos brindou com condiçõesgeográficas e climáticas extremamente propícias para a geração das energias de fontes eólica e solar.

A velocidade e constância dos ventos e a intensidade dos raios solares fazem a Região deter um potencial gigantesco de geração de energias limpas. Enquanto a média de produtividade de um gerador eólico é de 30% no mundo e supera 50% no Brasil, este índice atinge picos de 85% no Nordeste. Onde, também destacamos, a irradiação do sol faz superar em mais de 100% o rendimento alcançado pelos equipamentos de igual porte no maior gerador mundial de energia solar, a Alemanha.

Em termos eólicos o Nordeste é responsável por quase 90% da produção nacional. Tanto que Ceará e Rio Grande do Norte além de alcançarem a autosuficiência são hoje exportadores de energia.

Já a geração de energia fotovoltaica (solar) também se desenvolve em ritmo acelerado. Sendo atualmente a matriz energética que mais cresce proporcionalmente no Paísmuito em função do avanço tecnológico, que possibilitou o barateamento em 75 % dos equipamentos, e ao suporte de políticas governamentais de incentivos fiscais, que tem incrementado o empreendedorismo privado no setor. Os atuais 1.000 megawatts gerados pela energia solar tem potencial de multiplicarem-se por 30 nos próximos anos, sendo 80% dos atuais projetos denovas usinas localizados exatamente no Nordeste.

Destacando-se, ainda, que além de serproduzida em usinas de larga escala, muitas conectadas às redes públicas de distribuição, a energia solar também pode ser gerada da formachamada “caseira”. O número de sistemas geradores instalados em residências, comércios e indústrias vem crescendo em ritmo acelerado e já chega 20 mil unidades capazes de gerar 200 MW – o equivalente a uma hidrelétrica de médio porte.

Em suma, o Brasil e principalmente o Nordeste brasileiro devem continuar a explorar o desenvolvimento deste seu enorme potencial. Além das atrações turísticas que a natureza nos proporciona, o Sol e os ventos são cada vez mais fontes e oportunidades de atração de investimentos num negócio vanguardista tecnológica e ecologicamente, que é a geração limpa e sustentável de energia.

José Maria Philomeno é advogado e economista

pab

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