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Arruda Bastos: Netos são presentes de Deus, não é mesmo

Os netos são presentes de Deus para seus avós, que os recebem com alegria nesse tempo gostoso da maturidade e da experiência, o qual é, para a maioria, a melhor idade. Diferentemente dos filhos, os avós não tem a obrigação de criar e educar os netos, só mesmo de compartilhar carinho e amor que, convenhamos, não é nenhum sacrifício. Não é mesmo?

Tenho três lindos netinhos, Letícia de seis, Levi de quatro aninhos e o Lucca de 30 dias, cada qual o mais sapeca. Eles chegaram nas nossas vidas, minha e da Marcilia, quando nossa filha caçula, Lilia, preparava-se para o seu casamento com Raul. Dos quatro filhos, foi a última a assumir uma nova vida; ficamos sós, pois, como diz o ditado, quem casa quer casa. Não é mesmo?

Letícia nasceu em São Paulo no período em que minha filha Lia e seu esposo Gerardo concluíam residência médica. Lembro como se fosse hoje daquela bela e ensolarada manhã, bem como das lágrimas e da emoção que senti quando, ainda na sala de parto, a coloquei em meus braços. A mesma felicidade se repetiu dois anos depois com o nascimento de Levi, aqui em Fortaleza e agora foi o Lucca também na nossa capital. Foi emoção renovada em dose tripla. Acredito que esta sensação seja constante entre todos os avós. Não é mesmo?

Durante os últimos anos, passamos a sentir novos sentimentos de um relacionamento profundo e ainda não vivido. Amor de avós e netos, um jeitão diferente de gostar e de aprender no dia a dia com o crescimento e as surpresas de um mundo diferente da época dos nossos filhos. Os tempos mudaram, estamos na geração das redes sociais, smartphones, Netflix e outras bossas. Meus netinhos já se expressam em inglês. Ontem mesmo Levi, de apenas dois anos, pediu-me uma apple, é tudo muito rápido. Não é mesmo?

Não sei que futuro nos espera, se Trump com sua forma inconsequente de governar os Estados Unidos nos levará a uma guerra ou a um porto seguro, muito menos se o Estado Islâmico e o terrorismo internacional acirrará ainda mais a luta entre os povos. Não sei se a intolerância religiosa, racial e de gênero nos condenará a um destino de exclusão ou se a tolerância vencerá e a convivência harmônica entre as pessoas nos levará a uma vida de paz e prosperidade. Não sei nem mesmo se alguém do governo Temer sobreviverá a Lava Jato. Não é mesmo?

No momento, vivemos um período de turbulência em todas as áreas e só mesmo com muito amor e fé em Deus poderemos redimir, resgatar e corrigir as coisas. Em todas as épocas da história, a humanidade passou por situações de dificuldades e sempre encontrou o seu caminho. É claro que agora, com a velocidade que as mudanças acontecem, teremos mais percalços. Não é mesmo?

Rogamos a Deus que ilumine os governantes do mundo inteiro, proteja nossas famílias e que o mundo que estamos fomentando no presente para as futuras gerações seja melhor do que aquele deixado pelos nossos pais e o que construímos para os nossos filhos. Agora é pensar nos netos. Não é mesmo?

Meus leitores devem estar se perguntando se esse avô apaixonado está ficando broco e assim repetindo a mesma pergunta no final de todos os parágrafos. Não é mesmo? Aqui eu explico que utilizei a expressão de forma proposital, para fazer alusão ao meu netinho Levi que na tarde e noite de ontem aqui em casa me perguntava insistentemente, como um mantra, para tudo que tinha certeza ou não. Vovô, não é mesmo? Acredito que na sua tenra idade ele queria mesmo era sentir o meu apoio e estar comigo. Não é mesmo?

Arruda Bastos é médico, professor universitário, ex-secretário da Saúde do Ceará, radialista, escritor, membro do Movimento Médicos pela Democracia e um avô apaixonado, igual a todos os demais, não é mesmo?

Arruda Bastos
Médico, professor universitário dos cursos de Medicina e Enfermagem, especialista em Gestão em Saúde e Saúde Pública, escritor, radialista, ex-Secretário da Saúde do Estado do Ceará e coordenador do Movimento Médicos pela Democracia.
http://www.portalarrudabastos.com.br

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