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É preciso continuar na luta, semeando e sorrindo, sem temor e sem medo. Por Arruda Bastos

“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. Se não houver flores, valeu a sombra das folhas. Se não houver folhas, valeu a intenção da semente”,
Henfil.

A vitória, na visão de José Saramago, é efêmera: “o que as vitórias têm de mau é que não são definitivas e o que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas”. Por isso, é preciso continuar a semear, sorrindo, as nossas convicções, sem temor e sem medo.

O Movimento Médicos pela Democracia, que tenho a honra de pertencer, permanecerá ainda mais atento e coeso depois desse resultado eleitoral, agregando novos colegas e demais profissionais da saúde para os novos desafios que se avizinham.

O nosso Coletivo tomou um novo ânimo e uma nova dimensão nessa disputa e encontrou o caminho de uma mobilização anteriormente perdida. Certamente, muitos outros brasileiros se ombrearam conosco nesta jornada, recompondo estratégias e estimulando uma nova trincheira, agora, pela manutenção da paz, dos nossos direitos e da democracia.

O sentimento é só de agradecimento pelo empenho de cada um durante a campanha, a sensação agradável é de dever cumprido e de gratidão aos que assimilaram as propostas do nosso candidato Haddad e pelo amor, fraternidade e respeito reinante em nossas hostes.

Avante! A luta não acabou!

Muitas sementes foram lançadas em terra fértil e generosa. Muitos frutos, em breve, poderão ser colhidos. Estar deste lado foi gratificante e foi um aprendizado de convivência e tolerância política. A luta por um ideal, por uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais generosa e mais democrática não acaba aqui.

Para concluir, e embalado pela música “Caminhos do Coração” de Gonzaguinha, termino por aqui desejando democraticamente ao candidato eleito, Jair Bolsonaro, uma boa gestão para o bem de todos os brasileiros.
“…E aprendi que se depende sempre
De tanta, muita, diferente gente.
Toda pessoa é as marcas
De lições diárias de tantas outras pessoas.
É tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente, onde quer que a gente vá.
E é tão bonito quando a gente sente
Que nunca está sozinho, por mais que pense estar.
É tão bonito quando a gente vai à vida,
Nos caminhos onde bate, bem mais forte, o coração”

Arruda Bastos é médico, professor, ex-Secretário da Saúde do Ceará, membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores e um Médico pela Democracia.

Arruda Bastos
Médico, professor universitário dos cursos de Medicina e Enfermagem, especialista em Gestão em Saúde e Saúde Pública, escritor, radialista, ex-Secretário da Saúde do Estado do Ceará e coordenador do Movimento Médicos pela Democracia.
http://www.portalarrudabastos.com.br

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