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José Maria Philomeno: Bolsonaro, priorize o Nordeste.

A Região Nordeste, detentora de quase 30% do eleitorado nacional, ao destinar mais de 72% de seus votosao candidato do PT, Fernando Haddad – lhe proporcionando uma vantagem de 11.3 milhões de votos, superior à maioria alcançada por Bolsonaro em nível nacional-, demonstrou que sua a população, em larga maioria, congrega união em pensamentos e aspirações, o que lhe proporciona substancial e determinante capital político, capaz de decidir eleições nacionais e estaduais.

              A significativa melhoria na condição de vida proporcionada pelos programas sociais e a conjuntura econômica que elevou substancialmente a renda e capacidade de consumo dos mais pobres, o que se percebeu de forma muito efetiva durante os governos do ex-presidente Lula, fez do nordestino, um fiel seguidor do lulismo.

Ciente deste quadro, e já vislumbrando conquistar a confiança desta imensa parcela de brasileiros, o presidente eleito Jair Bolsonaro comprometer-se a empreender ações relevantes em prol da Região.

No tocante aos programas de compensação de renda – de muita significação para a Região- pretende, cumprindo promessa de campanha, ampliar e elevar os benefícios do Bolsa Família, instituindo inclusive o seu13° (décimo terceiro).

Anuncia, também, transformar rapidamente o interior do Nordeste num canteiro de obras. Concluindo obras importantes que se arrastam há décadas, como a sonhada transposição do Rio São Francisco, e as ferrovias Transnordestina e Oeste-Leste: estas fundamentais para a atração de empreendimentos na indústria, no agronegócio e na mineração.

Bolsonaro apregoa que não medirá esforços na busca da segurança hídrica dos nordestinos. E, que, nesta esteira, intensificará as relações com Israel, visando parcerias que proporcionem a transferência de tecnologia nos processos de dessalinização e de cultivo de agrícola no semiárido, onde obtém elevados índices de produtividade.

Espero que Bolsonaro, se de fato visa priorizar as questões que tanto afetam a região nordestina, não se deixe levar por aqueles que, aproveitando-se de sua diretriz geral de enxugar a máquina pública naquilo que está sendo improdutivo, veem no DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra s Seca) mais um dos órgão que só oneram o Tesouro, devendo assim ser extinto.

O que seria um descalabro. Visto que o DNOCS tem, ainda, importância crucial para o combate à seca. Não só no Nordeste, mas em diversas regiões do Brasil que são afetadas por longos períodos de estiagem.

               Este centenário órgão, dotado de técnicos de alta qualificação, deve, assim como toda a administração pública, ser valorizado, modernizado e submetido aprocessos de controle e auditoria que o preserve das máculas. Pois é, sem dúvidas, um agente indispensável na construção de nossa autonomia hídrica.

José Maria Philomeno é advogado e economista

pab

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