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Manoel Fonseca: Não à intervenção militar na Venezuela

Nicolas Maduro não pode ser apeado do poder, para o qual foi eleito, sem que haja um processo democrático. Guaidó é um impostor, pois ninguém pode se autoproclamar presidente se não foi votado para tal. Mujica propõe a convocação de novas eleições gerais, inclusive do parlamento e que todos aceitem o resultado das urnas.
Neste momento de crise em que o imperialismo americano estimula a invasão do país e incentiva um golpe de apoio a Guaidó, com a única intenção de se apossar do petróleo venezuelano, nós democratas temos que apoiar Maduro. Vencida a crise de invasão, só não acontecida pelo apoio intensivo da Rússia, aí concordo que deva haver a convocação de novas eleições, pelo próprio Maduro e não por golpista americanófilo.
Maduro tem o apoio bastante significativo dos trabalhadores da cidade e do campo e de todo o exército. O processo de transição precisa ser feito dentro da legalidade democrática. Maduro foi eleito, com a presença de observadores internacionais e da ONU, mas o grupo de Guaidó se recusou a participar da eleição presidencial e não reconheceu seu resultado, iniciando um processo de golpe. A Venezuela precisa de renovação, mas sem reconhecer este processo de golpe de Estado. Reconheço que Maduro precisa sair, pois há uma situação de conflito difícil de superação, mas a transição para um novo governo precisa percorrer o caminho democrático e não apeando do poder um Presidente eleito legitimamente.

Manoel Fonseca é um Médico pela Democracia

Manoel Dias da Fonsêca Neto
Médico sanitarista, escritor, ex-secretário da saúde de Fortaleza e um dos coordenadores do Movimento Médico pela Democracia.

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