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Arruda Bastos: Os genros que todos gostariam de ter

Tenho escrito muito nos últimos tempos abordando temas familiares. São crônicas açucaradas falando da minha amada esposa Marcilia, dos meus lindos filhos, dos netinhos que são presentes de Deus, dos meus saudosos pais, dos irmãos, dos amigos e até me aventurei a fazer um tributo às sogras tendo como protagonista a minha, que é o protótipo da sogra ideal.

Hoje, vou falar dos genros, figuras de muitas facetas. Para alguns, são simples “agregados”; para a maioria, na qual me incluo, são filhos que adotamos. Os meus, e também a minha nora, são excepcionais. Por isso, com a festa denominada R32 de aniversário do Raul, o mais jovem dos meus três genros, me veio a idéia de escrever a respeito desses personagens muitas vezes incompreendidos e controversos.

Para início de conversa, afirmo que não existe nada mais gratificante para um pai do que constatar que sua filha encontrou seu amado, o parceiro perfeito, sua alma gêmea, um esposo devotado, fiel e que retribui da mesma forma tudo que recebe. Como cristão e católico, até que Deus os separe. 

Voltando ao Raul, confesso que na primeira vez que o vi fiquei preocupado. Foi uma visão de longe, de forma inesperada, através das vidraças do McDonald’s da Avenida Dom Luís. Nós, eu e Marcilia, passávamos de carro e ele estava lanchando com minha caçula, Lilia, que horas antes tinha saído de casa informando um encontro com uma colega do colégio Christus.

Não recordo bem da desculpa esfarrapada que ela deu para justificar o desvio de rota da casa da amiga para a maior rede de restaurantes do mundo. Acho que falou algo a respeito do McLanche Feliz ou coisa parecida. Até hoje, não compreendo bem a explicação que, sem dúvida, não teve pé nem cabeça. O certo é que, no meu entender, a maior culpa era do Raul, pois ele tinha 16 anos e Lilia era uma criança de apenas 15 aninhos.

O segundo encontro foi no nosso apartamento,quando fui, então, apresentado formalmente. Sabendo Lilinha da cara feia que eu fazia para os pretendentes das minhas princesas, foi bem rápida e inteligente ao levar o aperto de mão para o corredorjá chegando ao elevador. Também não era para menos, pois, não nego, tinha uma fama de pai durão, reconhecida quase internacionalmente. Nos outros encontros, devido suas inúmeras qualidades, ele me conquistou mesmo sendo torcedor do Leão.

Tem uma expressão popular que diz: quem tem fama, deita na cama, e acho que eu tinha fama, pois recordo de um fato acontecido com umpretendente de outra filha, que, ao me perguntar se eu estava com um pé atrás com ele, eu respondi que estava com os dois. Foi o único, se a memória não me trai, em que fui realmente ríspido. O resto era só minha antipatia com quem se aproximava das minhas filhas.

Confesso que herdei do meu saudoso pai esse zelo exagerado e o fato de, no início, enquanto não conhecia melhor o pretendente, ficar preocupado e até ter insônia. Lembro bem que papai determinava a hora e lugar do namoro e sempre piscava a luz da varanda de casa quando sentia que o namorado demorava a sair. Graças a Deus, meus genros Gerardo, Evalto e Raul em pouco tempo demonstraram que eram os genros que todo pai gosta de ter.

Se meu leitor não foi abençoado com genros semelhantes aos meus, tenha fé e procure um entendimento, pois uma boa relação deve sempre ser cultivada, quem sabe ele não muda. Finalizando e retornando ao Raul, desejamos nessa data tudo de bom, saúde , paz e felicidades. Sabemos que Deus tem um plano maravilhoso para sua vida, da Lilia e da família que vocês formam. Feliz aniversário!

Arruda Bastos é médico, professor universitário, escritor, e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.

 

Arruda Bastos
Médico, professor universitário dos cursos de Medicina e Enfermagem, especialista em Gestão em Saúde e Saúde Pública, escritor, radialista, ex-Secretário da Saúde do Estado do Ceará e coordenador do Movimento Médicos pela Democracia.
http://www.portalarrudabastos.com.br

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