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José Maria Philomeno: Educação acima de tudo

Tudo indica que a nomeação de Abraham Weintraubpara o cargo de ministro da Educação em substituição ao demitido Vélez Rodríguez em nada alterará os projetos do governo Bolsonaro para o setor, visto que seu perfil e suas ideias muito se assemelham ao antecessor. Assim como Vélez – discípulo e indicado para o cargo pelo ultra conservador Olavo de Carvalho, uma espécie de ideólogo e ‘guru’ da campanha de Bolsonaro-, o atual ministro é adepto e defensor de bandeiras de cunho estritamente ideológicas, como o combate ao marxismo cultural que entendem ser dominante no magistério; da defesa do projeto ‘escola sem partido’, e a apregoação nas escolas de  preceitos culturais nacionalistas e conservadores de valoração da família, igreja e pátria.

Ou seja, uma pauta nitidamente ideologia e de costumes. Chegou-se a afirmar que a meta inicial é o expurgo da dominância de comunistas das universidades. Pensamento totalmente desconectado com o momento histórico. Não vivemos na égide da guerra ideológica que dominou os anos 50 a 70 do século passado, à sombra da guerra fria que dividia o mundo.

Portanto, o governo tem que deixar de lado estafixação ideológica e começar a executar projetos que as verdadeiramente sejam capazes de suprir as profundas carências da educação nacional. Já que a nação clama por uma revolução educacional que possibilite a nossos filhos e netos uma formação engrandecidos em conhecimento, capacidade e dignidade.

O atual governo tem que tomar consciência que aampliação e melhoria da qualidade da educação fornecida aos jovens brasileiros deve ser a sua principal meta, pois é o único caminho capaz de prover à sociedade a capacidade de construção do desenvolvimento econômico, cultural e social. Não há nação plenamente desenvolvida que não tenha provido excelência educacional a seu povo. São inúmeros os exemplos históricos de países completamentedevastados por guerras e catástrofes naturais, mas, que, pela capacitação decorrente da formação educacional de seus cidadãos, tiveram condições de se reerguerem,tornando-se grandes potências. Japão, Alemanha e Coréia do Sul são os casos mais destacados.

Não há dúvida que o aperfeiçoamento da estrutura educacional passa pela elevação da dotação orçamentária, já que gastamos muito pouco com a educação (menos de 6% do PIB). Mas não é só este o principal fator que tem levado o desempenho de nossos alunos a níveis tão insuficientes. A gestão é muito ineficaz e falta um projeto nacional grandioso, que mobilize as forças políticas e a elite nacional em uma comunhão para esforços para erguer a maior obra a ser realizada por este país: o oferecimento de educação de excelência a todas as crianças, jovens e adultos brasileiros.

José Maria Philomeno é advogado e economista

pab

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