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Arruda Bastos: Em homenagem às mães, publico uma trilogia de crônicas de minha autoria

Só pode spoiler do dia das mães ( Crônica 3 )
Por Arruda Bastos

Na última semana, com a entrada em exibição do filme “Vingadores: Ultimato”, aumentou ainda mais na internet os spoilers da trama do tão aguardado lançamento mundial da Marvel. “Vingadores: Ultimato” estreou e já bateu vários recordes de bilheteria, aviso que ainda não assisti, portanto, não quero saber de spoilers.

Spoiler é uma gíria, um estrangeirismo, que se refere à quando alguém revela informações sobre alguma parte de uma obra de ficção, como um livro ou filme, sem que a outra pessoa tenha visto ainda. Essa palavra tem origem no verbo em inglês to spoil, que significa estragar.

As postagens de spoiler são detestáveis, entretanto, as referentes ao dia das mães não, pois todos já sabem previamente o final. A data é a mais carinhosa, saudosa e linda que existe. Em todas as famílias, não importando a condição sócio-econômica ou a nacionalidade, o dia é de festa, alegria, presentes e muito amor, quer na ficção quer na vida real.

Para aqueles que não têm mais sua mãe nessa dimensão, o dia é de recordar os bons momentos, de agradecer a Deus pela mãe que tivemos, pelos seus ensinamentos e por tudo que herdamos, fruto da sua dedicação e amor. É o momento também para nossas orações e até, para alguns, a oportunidade de se penitenciarem por não terem tratado suas mães com o carinho e respeito que eles mereciam.

Nos lares onde as mães continuam a reinar, é o dia de presentear, agradecer, abraçar e beijar muito. Reconhecer sua importância, zelar pela sua saúde e bem estar, para que elas possam viver muitos anos. É o momento de cantar: “minha mãezinha querida, mãezinha do coração, te adorarei toda vida, com grande devoção”.

No meu caso, o dia das mães é de muita recordação, pois há dois anos ela foi chamada por Deus, aos seus 93 anos de vida. Aqui em casa, as orações serão muitas, pois, como já escrevi em crônica anterior, considero que minha mãe é uma santa e, para viver no mundo de hoje, só mesmo com a proteção dos santos.

Sei que vou chorar com as lembranças do tempo de criança, dos seus conselhos, do seu amor, do seu abraço, da sua proteção e do seu olhar. Vou recordar das missas aos domingos, das primeiras sextas-feiras do mês, das lições da escola, da sua religiosidade, da sua sempre presença e do casal 20 que formava com meu pai.

Se meu leitor foi tocado com minha crônica, aproveite o dia para melhorar a relação com a homenageada do dia. Diga agora a sua mãe que a ama, peça desculpas por algum desfeito; reconcilie-se, se for o caso. Se, por outro lado, você é uma mãe não tão presente, aproveite o espírito do dia para fazer um exame de consciência, mudar e passar a viver esse amor indescritível de mãe e filho.

Enfim, no dia das mães não temos como ter spoiler, pois o final é sempre o mesmo e conhecido: amor, abraços, alegria, recordações e muito carinho.

Feliz dia das mães.

Arruda Bastos é médico, professor universitário, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores do Ceará.

No dia das mães ninguém deve se sentir órfão ( Crônica 2 )
Por Arruda Bastos

O Dia da Mães é sempre comemorado com muito amor, afeto, carinho e em reconhecimento do valor das nossas queridas mamães. A despeito do atual viés capitalista e mercadológico, é uma data importante para reforçar os vínculos afetivos e familiares. No Brasil, o dia das mães se tornou oficial em 1932, com um decreto do presidente Getúlio Vargas.

Hoje, estou com o coração apertado e sentindo, pela primeira vez, uma saudade diferente, pois a minha homenageada do dia não está mais aqui para receber meus beijos recheados de amor, meus abraços com muito carinho e os meus presentes. Agora, minha mãezinha, Maria de Lourdes, é uma santa de fato e de direito e está no Céu atendendo à convocação de Deus para ocupar sua morada definitiva.

Meu querido pai, Cesar Bastos, foi chamado anteriormente, e já há 17 anos sinto a mesma melancolia; e a tristeza sempre se exacerba em agosto, no dia dos pais, e quando vejo que naquela mesa tá faltando ele. Sou, portanto, órfão, mas só nos últimos dias é que passei a refletir sobre essa condição. Para mim, a orfandade, que é uma condição natural da nossa vida, passava bem distante dos meus pensamentos.

Talvez, pelo lapso de tempo, por ter sido tudo muito rápido, não me sinto órfão, ou será pelos exemplos que eles deixaram, pelo espírito, religiosidade e todo o amor que nos dedicaram. Depois de muito matutar, recordar episódios inesquecíveis da nossa convivência, da minha infância, rever os seus retratos, objetos pessoais e enfrentar esse dilema de ser ou não ser, descobri que é tudo isso mesmo que disse: ainda os sinto aqui pelos exemplos e amor que nos ofereceram. No meu caso, acrescento que tenho ainda na terra mais uma pessoa especial, que ajudou minha mãe a criar seus filhos.

Desde a época dos meus avós, essa pessoa dedicada e excepcional mora na família e, depois do casamento dos meus pais, passou a residir na nossa casa. Para todos, ela sempre teve o status de uma mãezona. Assim, na realidade, tenho inúmeros motivos do coração para resistir à minha condição atual de órfão e sei que os meus leitores, que também o são, vão encontrar seus motivos para não se sentirem assim.

Maria Alves de Sousa, ou carinhosamente Atá, como é conhecida, tem hoje 94 anos e apresenta diversos problemas de saúde comuns em um grande número de senhoras da sua idade. São doenças ortopédicas, dependência de cadeira de rodas, sem falar num certo grau de Alzheimer. Entretanto, tudo isso não a impede de, quando a visitamos, com seu olhar penetrante comunicar todo o seu amor à sua segunda família.

Recordo de inúmeros episódios em que Atá foi marcante na minha vida. Ela era a pessoa de confiança dos meus pais, nossa acompanhante e proteção nos passeios, nas férias, na praia, nos desfiles de carnaval, nas tradicionais paradas de sete de setembro, nas visitas aos familiares e em tantos outros passeios e momentos de alegria, pois minha mãe, com nove filhos, sempre tinha um pequenino para cuidar.

Nunca me esqueci do dia em que me perdi, ainda criança, no Centro de Fortaleza, e de como Atá, persistente, encontrou-me depois de várias horas; e também de quando desci do ônibus sozinho antes da parada e foi ela que, como uma mãe, consolou-me e brigou com o motorista por ter aberto a porta. Não sai também do meu paladar a sua comida e principalmente o gostinho inigualável do seu bife à milanesa que eu ajudava a fazer, sentado no chão da cozinha, martelando a farinha de pão. Era tudo com muito amor.

Com essa singela homenagem a quem dedica sua vida às nossas famílias, quero deixar a mensagem a todos os filhos que o importante mesmo é o amor, o respeito e o carinho que deve existir com nossos pais. Nesse dia especial das mães devemos elevar nossos olhos e orações a Deus para pedir por elas, pela sua saúde, paz e felicidade e, no caso de já estarem em um plano superior, pela sua intercessão e salvação, pois assim nunca estaremos órfãos.

Para concluir, digo que em todas as famílias vamos encontrar mães iluminadas como as minhas: Maria de Lourdes e Atá, querida esposa Marcilia, filhas Lia e Lívia, sogra Vandereida, irmãs, sobrinhas, cunhadas e amigas. Enfim, obrigado, mãezinhas, pelos joelhos dobrados, pelas noites mal dormidas, por chorarem abraçada conosco, nas nossas vitórias e dificuldades e por nos ensinarem o caminho certo a seguir. Feliz Dia das Mães.

Arruda Bastos é médico, professor universitário, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores do Ceará e um filho apaixonado pelas suas duas mães.

Mãezinha querida ( Crônica 1 )
Por Arruda Bastos

Chegou mais um dia das mães.
Alguns filhos podem até pensar que não tem mais nada a dizer, pois todos os dias do ano vivem a louvar e amar essa pessoa tão especial. Entretanto, com o passar dos anos, descobrimos que ainda é muito pouco o amor e carinho que dedicamos a elas diante de tudo que representam.

Para falar das mães e de todo o amor que elas encerram, fui buscar no fundo da minha memória e do meu coração a letra da música “Mãezinha querida” de Getúlio Macedo e Lourival Faissal, uma poesia musical de louvação às mães que no meu tempo de criança entoávamos com alegria e emoção em homenagem a nossa rainha.

Na primeira estrofe, encontramos em poucas linhas tudo o que elas inspiram: Minha Mãezinha Querida / Mãezinha Do Coração / Te Adorarei Toda Vida / Com Grande Devoção. O poeta foi feliz em expressar todo o carinho, o amor e o sentimento que dedicamos as nossas mães. Como não agradecer toda dedicação e o que eles significam por nós?

O calor e carinho das mães é sempre bem vindo. Quando se é criança, e na fase adulta, é insubstituível. Na adolescência, algumas vezes chegamos a pensar que poderíamos viver sem elas, coisa da fase, só passageiro e um ledo engano. Aconchego de mãe é essencial, pois o mundo que vivemos não é nem de longe maternal.

O importante é que, durante toda a vida, tenhamos a consciência do seu papel. É inconcebível um filho que não ame incondicionalmente a sua mãe. O carinho e amor de mãe é insubstituível e infinito, bem como a retribuição dos seus filhos. Apesar disso, infelizmente nem sempre é isso que acontece.

Mãe é outra história, não importa de que tipo ela seja: emotiva, carinhosa, durona, dramática, compreensiva, amável, disciplinadora, e até mesmo brigona. O importante é que ela esteja sempre por perto compartilhando esse grande amor. Mãe sente e sofre no lugar dos filhos, preocupa-se com suas necessidades e faz tudo para o seu bem.

Para os filhos de mães que ocupam um lugar no Céu, digo que aproveitem para rezar, lembrar com carinho e pedir a sua interseção junto ao altíssimo, pois elas tem prestígio com Maria, mãe de Jesus. Desejo que as futuras mamães tenham filhos com muita saúde e que possam ser exemplo de amor e realização.

Se você foi tocado com minha crônica e sentiu algo identificado com o filho ou a mãe aqui descritos, aproveite o dia de hoje para melhorar sua relação. Diga agora a sua mãe que a ama, peça desculpas por alguma falta do passado, reconcilie-se, se for o caso. Se, por outro lado, você é uma mãe não tão exemplar, aproveite também o espírito do dia para fazer um exame de consciência, mudar e passar a viver esse amor indescritível de mãe e filho.

A Deus, agradeço todos os dias a bênção maravilhosa e a infinita graça de ter minha santa mãe, a mãe dos meus filhos, a mãe dos meus netos e a mãe da minha Marcilia juntas de mim e presentes em minha vida. Elas são as mais sublime mamães e extraordinárias mulheres. Por elas eu existo, vivo, e a elas tento honrar diariamente com minha humilde existência. Meu amor é eterno e minha admiração é profunda.

Para concluir essa singela homenagem, transcrevo a letra e posto o link da música “Mãezinha Querida” para que os filhos de todas as idades possam cantar para suas queridas mães:

Minha Mãezinha Querida
Mãezinha Do Coração
Te Adorarei Toda Vida
Com Grande Devoção

É Tua Esta Valsinha
Foste A Inspiração
Canto Querida Mãezinha
A Tua Canção

Alegria, Um Prazer
Uma Grande Emoção
Neste Dia Te Dizer
Com Muito Amor E Afeição

Ó Minha Mãe, Minha Santa Querida
és Um Tesouro Que Eu Tenho Na Vida
Eu Te Ofereço Esta Linda Canção
Mãezinha Do Coração

Arruda Bastos é médico, professor universitário, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores do Ceará e um filho, marido, pai e genro apaixonado pela família.

Arruda Bastos
Médico, professor universitário dos cursos de Medicina e Enfermagem, especialista em Gestão em Saúde e Saúde Pública, escritor, radialista, ex-Secretário da Saúde do Estado do Ceará e coordenador do Movimento Médicos pela Democracia.
http://www.portalarrudabastos.com.br

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