Home > Blog > Arruda Bastos: O amor e nossas Bodas de Esmeralda

Arruda Bastos: O amor e nossas Bodas de Esmeralda

Neste 12 de junho de 2019, dia dos namorados, eu e minha amada esposa Marcilia, comemoramos mais um ano de amor e, agora, uma data ainda mais especial: nossas Bodas de Esmeralda. São quarenta anos de cumplicidade, de muitas batalhas travadas, de muitos obstáculos ultrapassados, de muitas alegrias e tristezas compartilhadas. Mas, principalmente, são quarenta anos investidos no nosso amor e na construção de uma família linda e unida.

Nossa história teve início em uma manhã ensolarada do mês de maio de 1974, quando, nos jardins do campus do Pici da Universidade Federal do Ceará – UFC, trocamos nosso primeiro olhar. Recordo da emoção que senti e da certeza que tive na ocasião de ter encontrado o amor da minha vida. Nossa paquera durou oito meses, até que aquele amor a primeira vista chegasse ao namoro.

Passamos a namorar em dezembro daquele ano, no encerramento do semestre letivo, quando, depois da confraternização na Emcetur (Empresa Centro de Turismo do Ceará), no carro do meu pai, uma Variante azul metálica, de volta para sua casa, tive coragem e dei minha cantada definitiva pedindo Marcilia em namoro. Eu era marinheiro de primeira viagem e namorar sério com tanta formalidade era novidade para mim.

Lembro-me do seu jeito meigo e do seu olhar cheio de amor ao responder que aceitava o meu pedido e também do seu tom de voz ao pedir para sacramentarmos o início do nosso namoro com um beijo. De tão emocionado, fiquei sem saber o que fazer, se a beijava na boca, como era o meu desejo há muitos meses, ou em outra parte do rosto. O certo é que me embananei todo e não saiu nem uma coisa nem outra, só mesmo um aperto de mão.

Namoramos por quatro maravilhosas anos e, no vigor da nossa juventude, muita coisa se passou. Inicialmente, seguindo uma tradição dos namorados das minhas irmãs e que era imposta pelo meu saudoso pai, passei vários meses namorando no portão da casa da Marcilia, na avenida Jovita Feitosa, mesmo recebendo o convite para namorar no jardim, como os namorados das suas irmãs Fátima e Socorro, o Ramon e o Toni. Só mesmo uma grande chuva fez com que eu adentrasse precocemente a sua residência.

Depois de alguns anos, fiquei sabendo que meu querido sogro, na época, tinha me batizado com o apelido de “repórter”, devido ao fato de eu ser muito calado. Ele era uma pessoa especial e, até sua morte em um acidente de trânsito, tínhamos um excelente relacionamento. Minha sogra me conquistou pelo seu carinho e pelas iguarias que preparava, principalmente pela sopa que me servia quando passava na sua casa de volta dos plantões ainda na época de estudante.

Noivamos por um maravilhoso ano. O pedido de noivado foi formal com a ida dos meus pais, Cesar Bastos e Maria de Lourdes, para a casa da Marcilia. Uma festa simples e repleta de emoção com a presença dos seus irmãos, diversos petiscos e muita alegria. O meu presente na ocasião do noivado é que não foi o ideal, pois, até hoje, Marcilia pergunta por que eu dei uma máquina de calcular para ela. Eu mesmo também não sei, talvez pelo mesmo motivo do beijo no dia do início do nosso namoro, vacilei.

Tudo passou rápido e casamos em 12 de junho de 1979, uma terça-feira, na Igreja do Líbano, aqui em Fortaleza. Tem quem diga que escolhemos a data para economizar o presente do dia dos namorados. O fato é que queríamos casar naquela data e também porque o dia 14, quinta-feira era feriado de Corpus Christi naquele ano e nós teríamos mais tempo para uma inesquecível Lua de Mel, no município de Guaramiranga, no Remanso Hotel de Serra.

Dizem que quando se é feliz o tempo passa rápido e é mesmo verdade. Passados dois anos de casados nasceu o Bruno, nosso primeiro filho, em 06 de abril de 1981. Depois, nossa filha Lia em 05 de agosto de 1983; Lívia em 28 de julho de 1986 e Lilia em 25 de abril de 1988. São filhos exemplares e as datas dos seus nascimentos marcaram indelevelmente o meu amor com Marcilia. Em seguida, vieram os netinhos: Leticia em 14 de agosto de 2012, Levi em 25 de abril de 2014, Lucca em 09 de agosto de 2018 e Lara agora em 22 de abril de 2019. Netos são presentes de Deus, não é mesmo?

Não precisamos, como no futebol atual, do VAR (árbitro assistente de vídeo) para confirmarmos que aquele encontro na UFC em maio de 1974, quando conheci Marcilia, foi uma obra de Deus. Ele nos abençoou com quarenta e cinco anos de vida juntos, entre namoro e casamento. É a Ele que devemos agradecer por isso e por todas as bênçãos que nos oferece diariamente. Mas, acima de tudo, quero agradecer por ter colocado Marcilia no meu caminho e, assim, por ter sido abençoado com uma felicidade sem fim.

Nosso casamento é uma linda novela: vencemos desafios, ultrapassamos obstáculos e superamos coisas que julgávamos impossíveis. Foi uma aventura gigante, a maior de nossas vidas. Construímos uma família feliz e nunca desistimos de procurar no amor a solução para tudo. Tenho muito orgulho no nosso lar, do nosso matrimônio e de nós dois. Eu amo você, amo o que somos e o que representamos. Sou feliz assim, ao seu lado. Que Deus nos conceda muitos mais anos de amor, companheirismo, amizade e felicidade. Feliz Bodas de Esmeralda!

Arruda Bastos é médico, professor universitário, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores do Ceará e um apaixonado pela esposa e pela família.

Arruda Bastos
Médico, professor universitário dos cursos de Medicina e Enfermagem, especialista em Gestão em Saúde e Saúde Pública, escritor, radialista, ex-Secretário da Saúde do Estado do Ceará e coordenador do Movimento Médicos pela Democracia.
http://www.portalarrudabastos.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *