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Coronavírus atinge também a economia. Por José Maria Philomeno

O mundo inteiro está alarmado com os riscos do vírus recém surgido na cidade chinesa de Wuhan, de aproximadamente 11 milhões de habitantes e localizada na região central do País. De elevadíssimo poder de letalidade e de propagação, este novo coronavírus já infectou mais de 2 mil pessoas (números extraoficiais especulam em quase 6 mil), causando 60 mortes e deixando, ainda, aproximadamente 300 em estado grave.

Já tento ultrapassados tanto as fronteiras da China quanto do continente asiático, com casos confirmados da doença relatados na Europa, Japão, Estados Unidos, Austrália e, inclusive, uma ocorrência no Brasil, em Minas Gerais, o surto tem levado as autoridades de saúde ao redor do mundo a correm para evitar uma pandemia.

A Organização Mundial de Saúde já declarou situação de emergência no país asiático, que tem empreendido uma verdadeira operação de guerra para conter o foco de propagação da doença. A população da região mais afetada está praticamente sitiada, com banimento da entrada, saída e circulação de pessoas. Países estão fechando as fronteiras com a China e vedando o fluxo de pessoas para lá.  

Além, é claro, das calamitosas decorrências para a saúde pública podendo vitimar um incalculável contingente de pessoas ao redor do mundo, a proliferação do coronavirus certamente abalará ruidosamente a economia global, e estes deletérios efeitos já se fazem sentir. As sempre sensíveis bolsas de valores caíram, na semana passada, entre 1% e 3% em todo o mundo, preocupadas com o abalo que a epidemia possa causar aos negócios em escala global.

A pujante economia chinesa, crescendo até 3 vezes mais que o resto do mundo, tem sido nas últimas duas décadas uma verdadeira locomotiva da economia mundial, sendo, praticamente, o maior parceiro comercial da maioria dos países, inclusive do Brasil.  

Daí, portanto, o grande receio dos prejuízos econômicos decorrentes do agravamento da proliferação do vírus, em razão dos imperiosos obstáculos que a economia chinesa sofrerá. Como também ocorreu em episódios similares do passado, no caso da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) entre 2002 e 2003, que também começou na China.

Logicamente não é possível estimar a extensão dos danos econômicos. O alcance desses efeitos dependerá do quão facilmente transmissível for o vírus, da taxa de mortalidade e da prontidão e eficácia das medidas de contensão e tratamento.

Ao longo da história, as epidemias provocaram mais mortes do que todas as guerras.Foram causa, também, do declínios de impérios centenários de dominação política, militar e econômica. Vamos torcer, para que amparados nos atuais e avançados estágios da ciência e da tecnologia, vençamos rapidamente esta nova ameaça.      

José Maria Philomeno é advogado e economista

pab

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